TRATAMENTO DO CÂNCER DA PRÓSTATA

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento do câncer da próstata, mas sua incidência é  maior em homens com mais de 70 anos, presença familiar de história de câncer da próstata, afrodescendentes e dieta rica em gordura animal. O tratamento do câncer da próstata (neoplasia maligna da próstata (adenocarcinoma da próstata)  dependerá fundamentalmente da idade, condições clinicas e do estadiamento clínico da doença no momento do diagnóstico. O diagnóstico é realizado habitualmente através de uma biópsia e a seguir avalia-se se a doença é localizada apenas na próstata ou se já apresenta disseminação para outro órgão.  

PROSTATECTOMIA RADICAL

O tratamento do câncer da próstata (neoplasia maligna da próstata) dependerá fundamentalmente da idade, condições clinicas do paciente e do estadiamento clínico da doença. O estadiamento clínico  refere-se ao modo em que se encontra a doença, no momento do diagnóstico, antes de iniciar do tratamento. Pacientes com doença localizada na próstata poderão ser submetidos a tratamento cirúrgico ou radioterápico com finalidade curativa. A efetividade de cada um dos tratamentos será demonstrada pelo especialista- urologista ou radioterapeuta,  que indicará  a opção terapêutica. Na doença onde o câncer ultrapassa a próstata, mas ainda não apresenta metástases (disseminação para outros orgãos), está indicado  o tratamento com a Radioterapia.  O tratamento cirúrgico com finalidade curativa, para o câncer da  próstata é a Prostatectomia Radical (prostatavesiculectomia radical). A prostatectomia radical é um procedimento cirúrgico complexo, que dependerá em  muitos casos da experiência individual da equipe cirúrgica, que executa o procedimento. Trata-se de procedimento que além da próstata, são extraídas as vesículas seminais e os linfonodos da cadeia obturadora (gânglios). O procedimento deve ser complementado no momento da cirurgia com o estudo anatomopatológico por congelação. Este estudo é realizado por um anatomopatologista, presente na sala cirúrgica e tem a finalidade de analisar os linfonodos (gânglios), bem como checar os limites cirúrgicos ao final da extração da próstata. A equipe cirúrgica é composta por três cirurgiões, uma instrumentador/a cirúrgica e um ou dois anestesistas. A anestesia empregada depende da à experiência individual do anestesista. Poderá ser anestesia geral, bloqueio raquiano ou peridural. Algumas vezes é utilizada a combinação da anestesia geral com um dos tipos de bloqueio. As técnicas cirúrgicas empregadas podem ser por via aberta, laparoscópica ou robótica. A via aberta é a mais comumente realizada, onde a técnica está bem desenvolvida e utiliza uma pequena incisão abaixo do umbigo na direção da bexiga  ou através de uma pequena incisão transversal à bexiga (tipo cesariana – 5 a 6 cm). O tempo de internação varia de 2-3 dias. A via laparoscópica utiliza alguns furos na pele para realização do procedimento e ao final do mesmo, uma incisão maior  para a retirada da peça cirúrgica. A cavidade abdominal pode estar envolvida e de  modo geral demanda um tempo maior para sua execução. A possibilidade de margens cirúrgicas comprometidas é maior ( tumor residual), do que na cirurgia aberta. O tempo de internação é de modo geral o mesmo do que da  cirurgia aberta. A cirurgia robótica ainda está em implantação em nosso país. Necessita  valores elevados  para aquisição da aparelhagem(apenas instituições), alto custo de  manutenção do instrumental e para a realização dos procedimentos. Poucas unidades assistenciais a disponibilizam no Brasil e necessitará de  vários anos, até que seja empregada como rotina em nosso meio.

DESOBSTRUÇÃO PROSTÁTICA (RTU PROSTATA – TUNELIZAÇÃO)

Pacientes que, apresentam a doença com disseminação(metástases) para outros orgãos, terão a indicação de tratamento hormonal. Este tratamento poderá ser cirúrgico, orquiectomia ( extração da parte funcional dos testículos)  ou através de medicamentos, os quais inibem a produção do hormônio masculino ( testosterona).

A desobstrução da próstata (tunelização da próstata) consiste em um procedimento cirúrgico semelhante ao utilizado na cirurgia para ressecção da hipertrofia benigna (RTU da próstata), utilizando-se  aparelhagem ( ressectoscópio) guiada por um monitor de vídeo. Esta técnica é utilizada para abrir um canal através da uretra prostática, possibilitando a passagem da urina, em pacientes que não foram submetidos à cirurgia para retirada total da  próstata.

CONSULTÓRIO – CLINICA UROLOGIA – URO-ONCOLOGIA EM COPACABANA RIO DE JANEIRO – RJ

 

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